Cigarros

 

Há algum tempo que não verso

Esta arte já não me cabe:

Poema é passarinho que

Voa na gaiola do peito

E canta nos olhos de quem lê

Um dia, do qual não me lembro

Abri de praxe o coração

Ele bateu asas, foi embora

Foi de chapéu comprar cigarros

Esperei… Mas ele não voltou.


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